domingo, 15 de janeiro de 2012

Eleições PSD de Baião

Dia 13, sexta-feira. Um dia como qualquer outro, com a diferença de que nesse dia aconteceram coisas muito importantes para a vida interna de um partido, neste caso o PSD da secção de Baião, e consequentemente para a vida política do concelho de Baião.

Uma nova liderança, para liderar o rumo do PSD em prol do desenvolvimento do concelho de Baião. Com a eleição desta nova Comissão Política liderada pelo companheiro Luís Sousa está criada uma grande expectativa. Tendo em conta a qualidade do seu líder e dos restantes membros que o acompanham nesta nova fase da história do PSD local.

Baião reage a esta eleição com muita esperança e confiança. A nossa tarefa é difícil e complexa. Temos que organizar o partido, reunir as pessoas certas para os lugares certos. Encontrar um rumo que devolva a confiança e a alegria aos baionenses. Corrigir os erros desta liderança socialista que levou a nossa vila e o nosso concelho para uma situação de empobrecimento e desânimo.

Acabar com esta cumplicidade entre eleitos e representantes, onde a unanimidade, a cumplicidade, o medo e a irresponsabilidade dos eleitos levaram mesmo um dos máximos representantes do governo local socialista a afirmar que não «havia oposição, e que essa situação era  a causa de muita asneira na governação». Assim, sendo, o PS que governa Baião pode a partir de agora contar com um PSD adulto, livre, independente, responsável e inteligente na forma e na acção política.

A nossa actuação deve ser de responsabilidade, de compromisso, de programar o futuro e o presente de todos aqueles que vivem ou querem viver e trabalhar em Baião. Não podemos ceder a populismos facéis, a intrigas baixas, a jogadas mediocres que assentam na difamação e na arruaça politiqueira. Este PSD não se deve pautar e não se vai pautar por essa forma de estar na vida pública. Mas, este PSD não deve ter medo e não vai ter medo de dar a cara por Baião. Defendendo de forma absoluta os interesses da nossa Terra e da Nosso Concelho. Com frontalidade, com civismo, com elegância e acima de tudo com honestidade política, devemos apresentar as nossas ideias, as nossas proposta e os nossos programas em beneficio das pessoas, sejam eles homens ou mulheres, sejam eles velhos ou novos.

Não se deve pactuar com atitudes demagógicas, polulistas que servem somente os seus lideres, que através dos dinheiros do povo de Baião se projectam nos media, pagando a quem os serve mordomias em restaurantes e com mimos e prendas.

O PSD agora eleito tem muito trabalho pela frente. E acreditem que não é só a ideia de ganhar as eleições locais. Essa é a tarefa mais fácil e a menos complexa.

O grande desafio é mudar o rumo de pobreza e de envelhecimento do nosso concelho, evitar a fuga dos mais novos para fora do concelho, o encerramento de casas comercais, e pequenas e medias empresas de construção e agricolas. O nosso maior desafio é devolver a Baião a qualidade de vida que já tivemos e fomos perdendo durante estes 6 anos de governo socialista.

Nestes últimos seis anos. Gastamos muito e muito mal. Fechamos serviços e instituições de interesse público e social. Destruimos as Piscinas de Campelo, uma obra de grande qualidade social e cultural. Que prestava um serviço de lazer para toda a comunidade e em particular para os jovens que tinham aí um local de interacção social e cultural. Fechamos a Casa de Chavães e a Pousada da Juventude. Um espaço que dinamizava o comércio local e dava à Vila de Baião outra escala e outra dimensão social. Fechamos o Parque de Campismo do Fojo. Abandonamos toda uma politica de concentração e de qualificação urbana na Vila de Baião.

E gastamos. Gastamos muito em publicidade, em propaganda e na promoção do seu líder e actual presidente de Câmara.

O PSD de Baião tem uma tarefa dura para devolver a Baião a sua dignidade e o seu caminho de progresso. Não será fácil com uma autarquia endividada, com compromissos perante a banca, com responsabilidades sociais que assumiu, ao dar emprego sem regra de sem sustentabilidade. Nesta gestão tudo foi e é feito de forma a aparecer ser aquilo que não é.

A mentira, a demagogia e o desperdicio são a regra e o modelo. Estes são os grandes desafios deste PSD agora eleito, e responsável por encontrar um novo rumo para Baião

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Poder: legitimidade e representatividade

Quando falamos em poder, em legitimidade e em representatividade, sem duvida alguma que estamos num universo social de grande complexidade politica. A acção política, toda a acção política deve ser orientada para servir a causa ou as causas que dizem respeito à coisa pública. Para exercer este serviço publico,  os cidadãos devem ser sujeitos públicos de elevado sentido ético e moral, de forma a pautarem a sua praxis na defesa dos interesses públicos e coléctivos. Onde os valores e os  principios de liberdade, de honestidade, de fraternidade e de coragem devem ser os pilares da sua acção, contrariando a má política dominada por outros interesses que não os da República.

O exercicio do poder nunca em caso algum, deve ser uma alavanca para promoção de interesses pessoais e de grupos económicos que na esfera do silêncio e do segredo instrumentalizam o Estado em seu beneficio ou dos seus pares. Consumindo recursos que deviam estar ao serviço das gerações vindouras, de forma a dar substância ao chamado contrato inter-geracional.
A acção política deve ser exercida dentro de um enquadramento de valores  humanistas e pessoalista, istom é, uma pedagogia civica de grandes valores que promovam as Nações rumo a um futuro mais progressista e desenvolvimentista. Onde os recursos e os bens sejam distribuidos de forma sustentada, valorizando quem produz e protegendo quem é mais vulnerável. Sem assistencialismos que servem somente para adormecer as fragilidades e as vulnerabilidades sociais e culturais.

O Poder deve ser um instrumento justo e exercido com equidade ao serviço de uma sociedade moderna, esclarecida e independente. A construção de um Estado Moderno, nascem das ideias liberais que contribuiram para cortar com as amarras de um antigo regime senhorial, preso aos costumes e às liberalidades abusivas de senhores e caciques locais e regionais que exploravam o povo e eram um obstáculo sério à construção de um Estado Moderno e Progressista.
A consolidação dos principios liberais na primeira Carta Constitucional Liberal em Portugal, em 1820 veio inaugurar uma nova forma de legitimação do poder e dos governantes. A partir daqui, muitos foram os progressos e os recúos. Mas com a restauração da Democracia após a Revolução de Abril, que Portugal inaugurou uma Nova República. Uma Nova República mais moderna, progressista e democrática. A Nação acordou para uma primavera que soltou as amarras de um passado velho e anti-europeu. Evidente, que entretanto muitos e foram muitos os erros e os abusos, sempre em nome de Abril e da Liberdade. Mas com o tempo fomos aprendendo a viver em democracia e em liberdade de escolha política.

 Mas... Existe sempre um «mas».

 A entrada na Europa e a adesão ao euro trouxeram uma outra europa. A europa das facilidades, do dinheiro barato, oferecido, dado para resolvermos os nossos problemas ditos estruturais.

Puro engano, este dinheiro não foi dado, nem foi emprestado, foi a forma como nos vendemos aos consumos faceis e ideondos da sociedade do consumo.

Trocamos a politica pela dadiva de dinheiro fácil e construimos maiorias governativas assentes na mentira e na demagogia.  Abrimos os partidos a pessoas ávidas de dinheiro, de benesses, de mimos. A política transformou-se numa espécie de arvore das patacas do brasileiro, gordo, feio, estupido, carregado de libras de ouro. O pato bravo da época que carregava com ele o sucesso da vida em terras do sertão brasileiro.

Fomos caminhando em direcção ao abismo, à corrupção e à instrumentalização política.

 O caciquismo, o clientelismo e a corrupção regressaram aos partidos. As máfias políticas instalam-se nos directórios partidários que desde  o local lançam as redes até à Europa. Controlando os directórios e os aparelhos partidários e económicos.

Criam-se redes silenciosas que minam a democraticidade e a isenção da acção política. Por exemplo, Maçonaria, Banca, IPPS, Clubes de Futebol, Empresas, Universidades, Construção Selvagem, etc.São alguns dos casos onde a infiltração e a nomeação se fazem não pelo mérito, mas pela filiação a um grupo de pressão escondido num qualquer avental de uma sinistra instituição.

Sem duvida, que nos partidos há militantes e são tantos que vivem à margem desta rede mafiosa. Homens e Mulheres, Jovens e velhos que lutam pelos ideias de uma Nação justa e democráticamente humanista. Que esteja ao serviço do povo e da Nação. Onde a pátria não se confunda com um simples instrumento demagógico que na tentativa de intoxicar e anestesiar o povo se esquece dos valores da Liberdade, da Igualdade e da Solidariedade.

 Espero que cada um de nós saiba dar o seu contributo para sanear esta gente mediocre e mafiosa que utiliza os partidos em beneficio pessoal e não em favor da Nação e da Pátria. Em nome das gerações futuras lutemos por um país justo e solidário.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

PSD de Baião: acção e estratégia

O País encontra-se perante grandes desafios num mundo cada vez mais globalizado e ocidentalizado. As economias, os governos, os recursos financeiros, as empresas, os cidadãos precisam urgentemente de definir uma estratégia que seja pensada no global, mas que actue no próprio local (entendo local, numa lógica de territórios de escala regional e nacional).

A situação actual é de impasse político, de recuo económico, de enfraquecimento das economias regionais e nacionais, de perda de postos de trabalho e respectivamente de perdas de direitos sociais. A sociedade civil terá obrigatóriamente de se organizar, de se estimular, na procura de novos instrumentos políticos e económicos que alavanquem as economias periféricas da europa e do mundo em geral.
Nos contextos locais, as sociedades não possuem tanta energia e massa critica como seria desejado, e desta forma os partidos políticos serão ainda mais importantes, pela forma como captam essa massa critica, e a colocam ao serviço da sua comunidade.

O PSD de Baião está a demonstrar essa vitalidade, essa responsabilidade e essa energia capaz de potenciar novas formas de fazer política em beneficio das populações.
A vitalidade de um partido resume-se à sua capacidade de organizar, planear, e implementar ideias, projectos, programas alternativos à aqueles que estando no poder, se deixaram ultrapassar, pelo lado cómodo dos poderes que usufruem e ou usufruiram durante quase seis anos de governo socialista, com uma quase ausência de oposição.

O PSD terá que ser forte e coeso, inteligente e dinâmico, frontal e leal na defesa dos interesses do concelho que representam - Baião.

O PSD terá que cortar com as relações escuras e perigosas entre partidos, camara e empresários locais. Não pode nem poderá fazer da política um elevador, uma passadeira veludo para alguns poderem usufruir dos poucos recursos locais, que devem estar ao serviço das populações, das instituições culturais, sociais, desportivas e ambientais, que sem duvida alguma são os pilares da coesão social e da qualidade de vida local.

Com a nova Comissão Política do PSD, liderada pelo Luís Sousa e integrada por um conjunto de quadros de valor, o PSD encontra-se novamente rumo ao poder, que trará sem duvida uma nova alma ao concelho de Baião.

É urgente, que o PSD retome a acção política centrada numa estratégia de valores e ideias alternativas a um PS cansado, triste e quase moribundo. O actual governo local, liderado pelo Partido Socialista de Baião dá sinais de desilusão, de resignação perante os problemas que não resolveu e por tantos outros que criou pela sua incapacidade política.

O PS de Baiao nao soube liderar o concelho numa estratégia aberta e inteligente de vontades alternativas, mas criou uma maioria resignada de falsas vontades, sem ideias e sem projectos. Um punhado de gentes que organizaram umas quantas festas e feiras, mas que não souberam implementar medidas estruturantes e sustentáveis de desenvolvimento integrado. Dispersaram recursos, fragmentaram vontades, ignoraram criticas e boas ideias, congregaram medíocres e incompetentes. Que à sombra do poder resolveram as suas vidinhas e arruinaram o concelho.

É neste cenário que a actual Comissão Política vai assumir responsabilidades de liderança local. 

Compete-lhe organizar, programar, projectar o concelho de Baião num contexto de grave crise financeira, e sem nos esquecermos que estamos ainda mais atrasados e ignorados pelas centralidades. A realidade não é uma espécie de jogos de espelhos, que se possa manipular e embrulhar ao sabor de uma qualquer máquina de boa imagem e propaganda. Os tempos estão duros e difíceis para o povo português. 

Em Baião a situação é também complexa, e, muito difícil para todos, e em particular para os comerciantes, agricultores, produtores e engarrafadores de vinhos, trabalhadores da construção civil, pequenas e médias empresas da construção civil. Sem nos esquecermos das grandes dificuldades por que estão a passar os nossos jovens, que encontram as portas fechadas quando procuram o seu primeiro emprego.

O PSD de Baião.A nova Comissão Política do PSD de Baião, liderada pelo Drº Luis Sousa mais a sua equipa, tem a responsabilidade e o dever cívico e o desígnio local,de empreender as reformas e as medidas necessárias, em sintonia com o actual governo da nossa Republica, liderado pelo Drº Pedro Passos Coelho, para colocar Baião no trilho do Desenvolvimento Económico e Social.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Somos Portugueses!

Ao findar este ano de 2011 fica-nos um registo amargo de consciência colectiva por aquilo que deixamos de Ser.Mas também de Fazer.
Como diria José Rodrigues Miguéis, Portugal acordou de repente, sem saber porquê, e ficou à escuta: ouviu trinar uma guitarra, que de forma grave e dura, por entre umas cordas desafinadas nos dizia: Crise do Euro. Crise Europeia. Crise Portuguesa. Crise Global. Liberalismo excessivo. Selvagem para uns, necessário para outros. Mas Portugal, continuava a escutar, a escutar uma ladainha velha, nojenta, repugnante, que nos soletrava aos ouvidos carestia de vida, aumento de impostos, desemprego, pobreza, miséria social. 
As ruas ficavam desertas, os cafés mais vazios, os restaurantes desertos uns e outros mais apinhados, as filas da solidariedade aumentavam e sobravam nas esquinas dos prédios. As ruas desertas, um silêncio desenhado pela trinar da guitara que lamentava-se da crise, da crise, da carestia que voltava. Um homem de telemóvel, estático, observava a coisa mais de perto e ria-se baixinho.
 Um homem encostado à parede do prédio, ia desfiando na sua memória Gil Vicente, Camões, Vieira, S. Bruno, Oliveira Martins, Rodrigues de Freitas, Gunqueiro, Antero, Almeida garrett e Herculano e tantos outros que escreveram com sangue o nome da Pátria Lusitana.
Esta mesma Pátria que abandonou a sua jangada de pedra e emigrou para os Alpes, de uma Europa tecnocrata e germanica.
Ao sabor dos euros fomos vendendo a raça, o credo, a alma e o ser. Esventramos as nossas terras com vias rápidas, pontes e cimento. Entregamos aos outros as nossas courelas, os nossos mares, os nossos bosques, os nossos rebanhos.
Desmantelamos o Estado, a Pátria, a Nação. 
Criamos um tipo novo, tecnocrata, medroso, vendido, o homo europeu do centro, do norte.
 Mas que europa é esta? Que nos manda vender o sangue que corre nas nossas veias, que nos tira as casas, os empregos, os peixes do mar.E nos manda fechar as fábricas e os campos.
Que é feito desta Lusitania agreste, rude, selvagem, genuína, de povos livres e autónomos. Como diria Aquilino, esta raça e este génio, um misto de natureza e de cultura, meios lobos meios humanos. Que cânticos nos esperam? Onde param as musas de Camões? Onde vamos encontrar o Quinto Império neste mundo sem alma, sem cor, sem humanidade.
Que foi feito dos nossos barqueiros? Dos nossos pescadores da Apúlia? Da Vagueira? Ó musas celestiais, onde param as vossas forças celestes...
Abandonados, mergulhados num péssimismo sem fundo. Os povos da lusitana reencontram de novo a sua sina, mas também a sua ALMA.
Somos Portugueses, mesmo com ou sem Europa.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Anulação e Repetição das Eleições para a Assembleia distrital na Secção de Baião




CONSELHO DE JURISDIÇÃO NACIONAL
Processo nº 2/2011
Acordão nº 3/2011

VI - Decisão

Embora alicerçado em fundamentos diferentes dos alegados pelos recorrentes, o Conselho de Jurisdição Nacional reúnido em Lisboa no dia 2 de Novembro de 2011, delibera dar provimento aos recursos interpostos e, consequentemente, determina a anulação da eleição ocorrida no dia 22 de Julho último na Secção do PSD de Baião para delegados à Assembleia Distrital do PSD/Porto, e ordena a sua repetição.
Notifiquem-se os visados, o Secretario-Geral, o P/CPD e P/CPS.

O Relator                                                                             O Presidente                                                                        
(José Sousa Fernandes)                                               (João Calvão da Silva)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

PSD de Baião. Uma reflexão


O enquadramento e o contexto social, económico e político não podiam ser mais complexos e muito preocupantes. O país atravessa uma grave crise económica e financeira, que obviamente se está a traduzir numa grave crise social e política.

O descontentamento, o empobrecimento, o desemprego, o desânimo e a frustração colectivas transformam-se em obstáculos poderosos ao nosso desenvolvimento colectivo.
O concelho de Baião encontra-se também numa situação muito preocupante quer em termos económicos, quer em termos sociais e políticos.

O actual governo local liderado pelo Partido Socialista não consegue, não conseguiu encontrar um rumo certo e equilibrado para o desenvolvimento local. Foi gastando ali, gastando acolá, fazendo obra ali, fazendo caminho acolá, organizando umas festas e romarias com os idosos. Mas esqueceu-se de alavancar o concelho desenhando para Baião um programa e um plano estratégicamente sólido assente numa visão política mais participativa e inteligente.

O Senhor Presidente de Câmara, apesar da sua bondade e vontade não estava preparado para tal tarefa e empreendimento. Aliás, logo a seguir à sua vitória afirmei-o várias vezes que o senhor Presidente e a sua equipa não estavam preparados para dar continuidade à obra da Senhora Doutora Emilia Silva. E assim foi. Infelizmente para o povo e para a terra de Baião.

O PSD também não soube encontrar os  candidatos ideias e necessários à mudança que se avizinhava. Não escolheu os candidatos com a capacidade de lutar e de defender a obra da antiga presidente de Câmara de Baião. Quando ela os questionava sobre a incapacidade de lutar por outras ideias, outras propostas e outros caminhos, optaram pelo isolamento e pela indiferença. Muitas vezes optaram por uma oposição silenciosa, delicada e muitas das vezes cúmplice. Limitaram-se ao folclore eleitoral tipico das épocas eleitorais.

O líder do PSD na vereação da Câmara Muncipal de Baião foi uma entidade abstrata, silenciosa, cumplice e passiva. Não soube intervir com peso e medida, não soube liderar, não soube criar alternativa. No fundo, foi uma aposta frágil e deslocada do nosso tempo e acção política.

O PSD precisava de mais liderança e intervenção.
O PSD precisava de mais músculo político e agressividade.
O PSD precisava de mais programa alternativo.

Nada disto aconteceu. O PSD durante estes anos foi uma sombra do seu passado. Sem glória e sem paixão, o PSD deixou esta Câmara Socialista governar sozinha sem oposição e sem programa alternativo. Situação que veio ainda a agravar a situação política em Baião. O Senhor Presidente sem oposição, sem alternativa adormeceu na sua cadeira confortável de poder absoluto.

A Comissão Política do PSD não soube e não conseguiu arregimentar as pessoas certas, para o momento certo. Arrastou-se no tempo sem ideias, sem acção, sem programa e sem visão. Esperando que o fruto caísse de podre. Esquecendo-se, que o concelho e as pessoas em Baião iam lentamente empobrecendo, desanimando, e deslocando-se para outras terras à procura de trabalho e de futuro. Os núcleos urbanos do concelho de Baião como por exemplo as vilas de Baião (Campelo), Santa Marinha, Ancede viam o seu comércio a definhar, as empresas a fecharem e o desemprego a aumentar. A crise também chegou ao concelho de Baião.

Entramos agora num processo eleitoral. Já temos dois candidatos. Já temos duas propostas. Uma liderada pelo actual Vereador Paulo Póvoas, e a outra liderada pelo Luis Sousa, membro da actual comissão política do PSD e antigo vereador nas listas da Dr Emilia Silva.

O Senhor Vereador Póvoas não trás nada de novo, a não ser a sua sobrevivência politica em Baião. É uma candidatura legitima mas em nome da honra e da legitimação pessoal. Não apresenta alternativa a ele próprio, o que seria de todo preocupante e impossível. Não trás força nem confiança, não trás energia nem alternativa.

O companheiro Luís Sousa, trás alguma bondade e energia. Apresenta-se como o vértice de um partido que quer ser unido e forte na alternativa e na luta política. Evidentemente, que pesa sobre ele o ter estado durante alguns anos numa Comissão Política que não conseguiu ser a força programática em alternativa a um poder socialista absoluto neste concelho. Mas, vamos lhe dar esse beneficio da duvida.

 Mas meu caro companheiro Luís Sousa, o tempo que tens pela frente é escasso e muito veloz. Vais ter muito pouco tempo para fazer o muito que falta fazer em nome da alternativa e da mudança.

Em relação à minha pessoa.
Terminei as minhas funções na Mesa do Partido Social Democrata de Baião. Sou a partir deste momento um simples militante de base, atento e disponível por Baião.
Abraço amigo

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Um País Inclinado: envelhecimento, despovoamento e desmantelamento de serviços e bens públicos no espaço rural português

Portugal é um país inclinado e fortemente litorializado entre duas Áreas Metropolitanas (Porto e Lisboa). Dentro deste plano inclinado, uma pequena tira entre Braga e o Vale do Tejo, vivem mais ou menos oito milhões de portugueses, que têm acesso fácil a universidades, hospitais, aeroportos, empregos, cultura, arte, musica, convivio, desporto, mobilidade, ensino, oportunidades. Fora desta pequena tira de elevada densidade populacional e de equipamentos e bens e serviços, fica aquilo que classificamos como o interior de Portugal. Um interior na substância e na forma, mas muito pouco interior na distância deste litoral mais rico, mais desenvolvido, mais jovem, mais bem formado, mais infra-estruturado. Temos assim, um interior que fica a mais ou menos uma hora de distância deste litoral urbano e moderno, acantonado entre vales e montanhas, preso a maleitas antigas e de longa duração. Com identidades muito pouco dinâmicas e progressistas, aliás, velhas e estagnadas que servem mais de travão ao desenvolvimento do que mola desse mesmo desenvolvimento de que tanto se fala mas que teima em não chegar a este interior de pequena escala e de baixa densidade.
Nestas últimas décadas, fomos colocando infra-estruturas e equipamentos públicos neste espaço interior rururbanizado, de forma eleitoralista e sem obedecer a um Plano de Ordenamento Estratégico. O governo central em nome da República e de uma democracia representativa foi dando cobertura a estes desvarios, que serviram mais como moeda de troca entre eleitores e eleitos. Construíram-se equipamentos desajustados às realidades e às escalas das comunidades locais. Desperdiçaram-se bens e capitais, não houve uma filosofia politica que estabelecesse uma relação entre custo e beneficio, de forma a conservar os nossos recursos económicos e financeiros. Todo se fez na maior da irracionalidade política e no maior desgoverno das finanças locais e nacionais.
Nestes últimos anos fechamos escolas, equipamentos públicos, abandonamos as comunidades de matriz rural. Fizemos o abate da floresta local introduzindo espécies florestais estranhas e integradas numa matriz de monocultura intensiva - o exemplo, mais estúpido foi a plantação dos eucaliptos. Descuramos a floresta nobre   que caracterizava estas zonas de montanha. Abandonamos os rios, as pequenas ribeiras, as tecnologias limpas e sustentáveis próprias dos recursos endógenos. Deixamos os campos, as veigas e os vales fundos à total mercê dos especuladores imobiliários. Destruímos a nossa reserva agrícola e florestal, com a plantação de casas, de armazéns, de equipamentos desportivos, etc. A especulação imobiliária e os negócios das Câmaras com as taxas da construção transformaram o território local num verdadeiro e complexo parque temático ao serviço de clientelas, de construtores civis, de políticos corruptos, de negócios que nos condenaram a um empobrecimento rápido e vergonhoso. Para o qual as novas gerações não estão preparadas e sobre o qual não tem qualquer tipo de responsabilidade.
Perante esta realidade de insustentabilidade territorial e de irracionalidade política na gestão dos governos locais o actual governo da República apresentou uma Reforma da Administração Local, que tem como princípio e nos desígnio transformar e qualificar a gestão dos território locais de matriz municipalista. Tornando-o mais sustentado e eficaz.
Todo o documento incorre de profundidade, de estudo, de programação e de validade. Fazem-se propostas que assentam num grau de insustentabilidade e fazem fé de probabilidades muito mal fundamentadas e estudadas.
Concordo que é preciso concentrar, densificar, qualificar e criar escala em termos sociais, políticos e financeiros, mas com racionalidade, com método e segurança. Falta aqui, um programa político de pensamento sólido que nos aponte outras vias e outras soluções.
Temo, que estejamos a caminhar sem fazer caminho. A mudar sem transformar. A destruir sem construir e sem projectar novos desígnios e novos mundos.
Esta Reforma pode bem ser a certidão de óbito do espaço rural. O fim destas pequenas comunidades que resistiram a tudo e a todos. As únicas que conservam o nosso ambiente, o nosso património local e contribuem para a dinamização de uma economia sustentável e para a implementação de activos turísticos. Com o encerrar de freguesias não resolvemos a questão grave, mesmo muito grave, da baixa densidade dos nossos concelhos e pelo contrário cavamos a sepultura destas comunidades rurais e de montanha. É o fim da sustentabilidade rural.