segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Aldeias, Vilas e Cidades Entre Douro e Tâmega (EDT): três eixos da coesão social e territorial

São vários os documentos estratégicos que nos apontam como matrizes do desenvolvimento sustentável as apostas na qualidade ambiental, na melhoria do investimento em IDT, na inovação e na promoção do espírito empresarial e cooperativo, na promoção de uma sociedade da informação, na melhoria das acessibilidades e dos serviços. Aumentar o investimento no capital humano através da melhoria da educação e das competências dos seus formandos,  aumentando a competitividade e a criação de emprego de forma a assegurar um desenvolvimento sustentável.
No domínio do ordenamento do território e do seu desenvolvimento o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT) apresenta-se como o referencial nacional para a intervenção do QREN em matéria da Prioridade Temática Valorização do Território.

Fica-nos a ideia de que é prioritário o investimento no capital humano, de forma a promover o acesso ao emprego, reforçando a inclusão social e a introduzir as reformas necessárias na educação e na formação. Evitando as faciliadades e as falsas promoções educativas, que não valorizam o estudo, o mérito pessoal nem a formação sustentável dos seus formandos.

É fundamental modernizar as capacidades de produção destas aldeias, vilas e cidades do EDT, apostando em serviços de qualidade, com valor acrescentado, consequência de um maior investimento em IDT, inovação e formação continua. Se possível a criação de parques tecnológicos associados à região do EDT, onde se possam desenvolver nichos de excelência, a partir de parcerias entre as autarquias, universidades e empresas locais. Nas áreas dos produtos vitivinicolas, mobiliário, turismo, ambiente e património. Valorizando os recursos endógenos com valor acrescentado na região e no mundo.

Implementar uma política de consolidação e de qualificação urbana na valorização dos três eixos urbanos da EDT: Amarante, Marco de Canavezes e o eixo Penafiel-Paredes-Felgueiras. Concentrando aí equipamentos publicos de valor acrescentado, serviços regionais que valorizem a descentralização do Estado e seus serviços, desde a cultura, a agricultura, a saude, o ambiente e a educação. Deslocando quadros para estas cidades, dando-lhes escala, eficácia e valor social.

Esta rede deve ser pensada de forma a valorizar as suas singularidades sociais, ambientais e ecnómicas, patrocinando uma triangulação de complementariedades territoriais e sociais, de forma a funcionarem como centros urbanos de escala média, que criem atratividade e fixem as populações nestas aldeias e vilas do Entre Douro e Tâmega (EDT).

A qualificação urbana destes centros (Amarante, Marco de Canavezes e o eixo Penafiel-Paredes-Felgueiras) deve ser um motor regional de onde deve emergir uma nova economia, mais sustentável e mais limpa, com valor acrescentado, produto de uma capacidade de investimento em IDT e em criatividade e inovação tecnológica, afastando-se assim, das pequenas empresas da construção sem valor acrescentado e assentes numa mão-de-obra desqualificada. Fonte de grandes problemas sociais com a crise na construção civil em Portugal e na Europa (Espanha).

Esta configuração urbana do EDT precisa de ser implementada de forma a dar escala, democraticidade e eficiência às economias regionais e locais, com base em programas de politicas de dimensão regional. Por exemplo, no Documento Verde da Reforma da Administração Local,  ou também designada de "Uma Reforma de Gestão, Uma Reforma de Território e uma Reforma Política", o ministro Miguel Relvas,  classifica esta Reforma em três vectores fundamentais: promover a eficiência da gestão pública, gerar economias de escala, reforçar a democraticidade local. Sem duvida alguma, que a valorização e o desenvolvimento desta região passa por esta reforma, que muitos erradamente associam ao desaparecimento das freguesias com a sua anexação a outras de maior dimensão e escala.
Esta Reforma da Administração Local deverá respeitar os seguintes pressupostos: a) concretizar os principios da descentralização e da subsidariedade; b) apostar no reforço da coesão nacional e na promoção da solidariedade Inter-Regional; c) dar prioridade à Eficiência da Gestão Pública; d) equilibrar a descentralização de competencias e a sua correcta adequação aos necessários mecanismos de financiamento; e) reforçar a transparência da Gestão Autárquica através da formação da cidadania. São sem duvida instrumentos necessários ao funcionamento sustentável dos territórios regionais e locais. Sem eles a coesão social e territorial e a sustentabilidade dos serviços públicos e das finanças locais não se podem garantir num contrato que se quer inter-geracional.

É necessário a implementação destas Reformas e Políticas Territoriais de forma a tornar possivel a implementação e a promoção de actividades económicas, sociais e de mobilidade na região do EDT. Uma região com fraca mobilidade interna e externa, onde os serviços públicos de transportes são fracos ou quse inexistentes, mas onde existem infra-estruturas rodoviarias de qualidade com a criação dos novos eixos rodoviários regionais, que ligam a região à AMP, ao Minho, ao Alto Douro e Trás-os-Montes.

O reforço deste eixo urbano na EDT não pode ser em detrimento dos pequenos governos locais. Muito pelo contrário, devesse implementar uma política de protecção, de reforço pela autonomia dos governos locais. Evitando a pulverização territorial, social e ambiental destes territórios autárquicos de pequena escala. Onde naturalmente se enquadra o concelho de Baião.

Mas qualquer politica territorial que se queira sustentável e eficiente, deve evitar a dispersão e a fragmentação de equipamentos e serviços. Correndo o risco, se tal fenómeno continuar a acontecer, condenar toda a Região do Tâmega e Entre Douro a uma falência no curto e médio prazo. O que seria trágico e com custos sociais, ambientais e económicos para toda uma vasta comunidade para as próximas décadas. Condenando toda uma região a uma pobreza sem sentido e sem justificação.
Os governos nacionais devem assumir a questão das cidades regionais como um assunto de Estado, que diz respeito à sustentabilidade da economia regional e nacional.
  

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Allegro Vivaci...

Crise. Desemprego. Corrupção e despesismo.
São as palvaras de ordem que lideram os nossos quotidianos. Políticos, José Socrates e Partido Socialista e, agora o PSD. Com Miguel Relvas a dar a cara por uma reforma que o antigo governo socialista patrocinou e aprovou no Memorando da Troika.
De Norte a Sul, o país vive em estado de choque, pela forma como vão descobrindo como durante decadas se desgovernou Portugal.
Desde a construção de obras públicas de interesse duvidoso, sem dimensão social e sem sustentabilidade financeira que as justifique.
Anos e anos de despesismo socialista. Patrocinados pelos votos arregimentados à custa dos dinheiros que se foram distribuindo sem regra e sem fiscalização.
Perante esta realidade, os partidos vão-se organizando e criando grupos de trabalho temáticos para fazer face aos problemas que se nos avizinham.
Na Secção do PSD de Baião também se está a pensar e a estruturar seminários, estudos, visitas de campo, de forma a organizar uma estratégia global que traga a Baião e às suas gentes uma nova primavera politica e económica.
O concelho encontra-se entolhado numa propaganda contagiante, estupidamente alicerçada em demagogias  e em falsas promessas. Por um Partido Socialista que governa a autarquia sem uma estratégia sustentável de promoção da qualidade de vida dos seus municipes.
A actual liderança do PSD local, tem apresentado uma estratégia séria e sustentável que escutando todos os militantes e forças vivas do concelho, irá propor a curto tempo um programa que devolva a Baião o futuro.
O Partido esta a trabalhar, está unido, tem quadros, tem determinação e tem liderança. O Povo de Baião terá no PSD um forte e sustentavel aliado na construção de uma TERRA PROGRESSISTA E COM FUTURO-
  

domingo, 29 de janeiro de 2012

Das Rotundas às Sopas do Convento...



 Os governos locais que lideram as nossas Câmaras passaram os últimos anos a embelezar a terrinha com obras inuteis e caras.

 Foram rotundas, esculturas, iluminações e animações sem sentido estético, sem função social e urbana que justifica-se tal gasto público.

 Entregaram-se aos amigos, compadres e inimigos obras e arranjos, de forma a consolar uns e a calar outros.

 Encomendaram-se planos e programas a técnicos qualificados, habilitados, com ou sem cartão do partido e provas dadas de disciplina e bom senso partidário. Desta forma habilidosa, preparavam-se candidauras a partidos, arregimentavam-se clientelas, sossegavamos os eleitores locais famintos por obra de «dar no olho», como diz o Povo.

Com estes "arranjinhos" locais davamos trabalho aos interesses instalados desde a esfera local à esfera regional. De salientar a forma como algumas estruturas locais e regionais dos partidos interagiam neste submundo. Participando da gestão e de representação política local e regional, e ao mesmo tempo forneciam os seus serviços às capelas que dependiam do aparelho local camarário, sob a entrega de obras e de encomendas directas.

Justificavamos a atribuição de subsidios e dinheiros que vinham dos cofres do Estado pela urgente necessidade de combater a interioridade, a distância e a pobreza dos concelhos e dos povos. Era uma solução politicamente eficiente e eficaz na forma como dava e distribuia o bolo por todos aqueles que mereciam a bondade do principe local.

Realizavam-se obras em terrenos cuja propriedade era privada, sem verdadeira fundamentação e programação de acordo com os principios da perequação. Mas fundamentava-se que tudo era e é realizado dentro do estritamente legal e do interesse público. Mas as obras em si não parecem abonar desse diapasão, demonstrando em alguns casos uma espécie de arte de iludir e de gastar sem controlo político e fundamentação social.

Ao longo dos anos os governos locais foram deslocando, fragmentando, equipamentos e serviços. Com o único objectivo de agradecer às suas clientelas, sem um programa que o justifique e o integre numa visão mais geral da governança local.

Governaram-se territórios, pessoas e bens sem estratégia, sem programação, sem planos, sem uma política sustentável quer nas áreas económicas, culturais, ambientais e turísticas. Realizaram-se umas quantas actividades sem um plano que as enquadra-se numa filosofia de sustentabilidades de finanças locais.

Condenamos os Povos e as Nações a uma miséra repugnante e estupidamente programada por políticos corruptos e aliados de uma clientela de gente faminta dos recursos do Estado.

Estes governos beneficiaram de uma total indiferença das oposições e da sociedade civil, parca e pouco autónoma diga-se de passagem. Estas situações levam à criação de poderes solitários, absolutos e prepotentes. Que utilizam a intriga, o medo, o silêncio, a fragilidade dos outros, para amedrontar e perseguir todos aqueles que se encontram nessa esfera de dependencias.

Um poder que utiliza um discurso de democraticidade, de abertura, de dialogo, como forma de verniz para poder executar um acção política de violência e de terror, mandando recados pelos seus lacaios e dependentes.

É um PODER FRACO,  e a PRAZO.

Aliás, quando assim, acontece!
 Estamos na presença de um sistema podre, caduco e angustiante... onde domina o sentimento de desilusão e de medo pela mudança.

 Mas é em nome da MUDANÇA que devemos combater o polvo e identificar os seus pontos negros e erradica-los dentro do enqudramento legal. Estas atitudes só demonstram a fragilidade do seu lider e dos seus capangas, e colaboradores que em troco de umas migalhas lá vão passeando com os seus audis e mercedes pela terrinha.

Mas, a verdade é sempre a mesma. Quando o Principe perde a credibilidade e a força social, o sistema cai de podre, arrastando consigo toda essa gente menor que vive e depende deste sistema promíscuo e anti-democrático.

Os tempos de hoje, são de verdade e de coragem também!...

Não podemos pactuar com um sistema que corrompe a vida pública e a condena a uma pobreza humilante.

O país local e nacional não podem pactuar com estes sistemas insustentáveis e corruptos.

 É preciso uma onda de indignação e de amor à Pátria que promova uma alternativa inteligente e assente em valores e principios de transparência e de honestidade política.

A gestão política não pode ser uma alavanca para negócios e interesses particulares. Os governantes deviam ser incriminados por má gestão pública e danos contra o Interesse Nacional.

 É verdade que todos sabemos onde estão os problemas, os actores e os interesses, mas é necessário fundar um NOVO ESTADO que procure nos ideais da Liberdade Cosmopolita  e do Serviço à Pátria uma nova governação.   

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Acção, Ordem, Crise e Mudança...

Os tempos são de acção, de ordem, de crise mas também de mudança. Perante as novas complexidades económicas e políticas de matriz global, os pensamentos centram-se na necessidade de encontrar-mos uma nova ordem social com dimensão global. Estamos perante uma Revolução de Mentalidades à escala global, com consequências políticas e culturais sem precedentes. Uma nova prática social, uma Nova Cidadania espreita pelos cantos da crise financeira que ataca os Estados e os Povos. A antiga ordem social entrou em crise, motivada pela incapacidade de os seus representantes políticos resolverem os problemas económicos e sociais que atacam todos os dias as dividas soberanas das Republicas Ocidentais.

Esta ordem política comandada por uma classe política oriunda dos aparelhos político-partidários contaminou a vida pública, encharcou a governação de gente incompetente, corrupta, mediocre e ávida por um tacho bem remunerado. O Estado foi assim contaminado desde a base até ao cimo da piramide, conduzindo as Republicas para uma situação de colapso social e económico.

Estamos perante um mundo em transformação, em crise profunda, sem capacidade de alternativas políticas dentro da esfera ou universo dos actuais referentes políticos. De um lado uma esquerda dogmática, anti-democrática, e anacrónica. Que olha para a crise, para a mudança como uma forma de se posicionar mais uma vez na luta política, tirando partido das situações de crise social, económica e política. Do outro lado, uma direita sem programa, sem ideologia, engagé ao mercado, ao liberalismo. No centro dois partidos sociais democratas, um que se apresenta como Socialista Democrático e outro como Social Democrata. O Partido Socialista convive mal com a direita e com a social democracia e de vez em quando desloca-se para a esquerda fragmentária e elitista que abandonou o PCP. Dominada por um sector republicano e maçónico que  olha para o Estado como o grande motor da sociedade. Um PS que vive do Estado, que emprega no Estado as suas clientelas, os seus boys, distribuindo mimos e benesses. O Estado é assim, uma grande mãe que amamenta toda esta clientela submissa.

O PSD encontra-se entre a social democracia e a direita liberal, defendendo valores de liberdade económica,  social e cultural. Atribuindo ao Estado a sua posição de regulador de assimetrias e dotando o mesmo de instrumentos que contribuam para o esbater das desigualdades sociais entre os homens e as mulheres. Acredita na iniciativa privada, na capacidade empreendedora dos homens, não é a favor de um Estado excessivamente presente, controlador e policial.

Contudo, assiste-se que o próprio PSD se tem deslocado ora para a esquerda do PS ora para a direita do CDS-PP. Abandonando a sua matriz de partido renovador e transformista, e cedendo aos apetites de uma clique que de forma insensata também quer viver à sombra do Estado e das Empresas Públicas.
Sá Carneiro sempre votou e lutou contra este sistema social, político e económico de viver-mos na dependência do sector público.

Esta situação conduz o mundo e a Europa para uma Nova Ordem Política. Ela aí está... por enquanto silenciosa, qualquer dia, ruidosa e violenta ira correr com esta situação de crise e de estagnação. O Estado voltou, os Estadistas estão de regresso...e os políticos de carreira vão ter que procurar trabalho noutros sectores da vida privada.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Eleições PSD de Baião

Dia 13, sexta-feira. Um dia como qualquer outro, com a diferença de que nesse dia aconteceram coisas muito importantes para a vida interna de um partido, neste caso o PSD da secção de Baião, e consequentemente para a vida política do concelho de Baião.

Uma nova liderança, para liderar o rumo do PSD em prol do desenvolvimento do concelho de Baião. Com a eleição desta nova Comissão Política liderada pelo companheiro Luís Sousa está criada uma grande expectativa. Tendo em conta a qualidade do seu líder e dos restantes membros que o acompanham nesta nova fase da história do PSD local.

Baião reage a esta eleição com muita esperança e confiança. A nossa tarefa é difícil e complexa. Temos que organizar o partido, reunir as pessoas certas para os lugares certos. Encontrar um rumo que devolva a confiança e a alegria aos baionenses. Corrigir os erros desta liderança socialista que levou a nossa vila e o nosso concelho para uma situação de empobrecimento e desânimo.

Acabar com esta cumplicidade entre eleitos e representantes, onde a unanimidade, a cumplicidade, o medo e a irresponsabilidade dos eleitos levaram mesmo um dos máximos representantes do governo local socialista a afirmar que não «havia oposição, e que essa situação era  a causa de muita asneira na governação». Assim, sendo, o PS que governa Baião pode a partir de agora contar com um PSD adulto, livre, independente, responsável e inteligente na forma e na acção política.

A nossa actuação deve ser de responsabilidade, de compromisso, de programar o futuro e o presente de todos aqueles que vivem ou querem viver e trabalhar em Baião. Não podemos ceder a populismos facéis, a intrigas baixas, a jogadas mediocres que assentam na difamação e na arruaça politiqueira. Este PSD não se deve pautar e não se vai pautar por essa forma de estar na vida pública. Mas, este PSD não deve ter medo e não vai ter medo de dar a cara por Baião. Defendendo de forma absoluta os interesses da nossa Terra e da Nosso Concelho. Com frontalidade, com civismo, com elegância e acima de tudo com honestidade política, devemos apresentar as nossas ideias, as nossas proposta e os nossos programas em beneficio das pessoas, sejam eles homens ou mulheres, sejam eles velhos ou novos.

Não se deve pactuar com atitudes demagógicas, polulistas que servem somente os seus lideres, que através dos dinheiros do povo de Baião se projectam nos media, pagando a quem os serve mordomias em restaurantes e com mimos e prendas.

O PSD agora eleito tem muito trabalho pela frente. E acreditem que não é só a ideia de ganhar as eleições locais. Essa é a tarefa mais fácil e a menos complexa.

O grande desafio é mudar o rumo de pobreza e de envelhecimento do nosso concelho, evitar a fuga dos mais novos para fora do concelho, o encerramento de casas comercais, e pequenas e medias empresas de construção e agricolas. O nosso maior desafio é devolver a Baião a qualidade de vida que já tivemos e fomos perdendo durante estes 6 anos de governo socialista.

Nestes últimos seis anos. Gastamos muito e muito mal. Fechamos serviços e instituições de interesse público e social. Destruimos as Piscinas de Campelo, uma obra de grande qualidade social e cultural. Que prestava um serviço de lazer para toda a comunidade e em particular para os jovens que tinham aí um local de interacção social e cultural. Fechamos a Casa de Chavães e a Pousada da Juventude. Um espaço que dinamizava o comércio local e dava à Vila de Baião outra escala e outra dimensão social. Fechamos o Parque de Campismo do Fojo. Abandonamos toda uma politica de concentração e de qualificação urbana na Vila de Baião.

E gastamos. Gastamos muito em publicidade, em propaganda e na promoção do seu líder e actual presidente de Câmara.

O PSD de Baião tem uma tarefa dura para devolver a Baião a sua dignidade e o seu caminho de progresso. Não será fácil com uma autarquia endividada, com compromissos perante a banca, com responsabilidades sociais que assumiu, ao dar emprego sem regra de sem sustentabilidade. Nesta gestão tudo foi e é feito de forma a aparecer ser aquilo que não é.

A mentira, a demagogia e o desperdicio são a regra e o modelo. Estes são os grandes desafios deste PSD agora eleito, e responsável por encontrar um novo rumo para Baião

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Poder: legitimidade e representatividade

Quando falamos em poder, em legitimidade e em representatividade, sem duvida alguma que estamos num universo social de grande complexidade politica. A acção política, toda a acção política deve ser orientada para servir a causa ou as causas que dizem respeito à coisa pública. Para exercer este serviço publico,  os cidadãos devem ser sujeitos públicos de elevado sentido ético e moral, de forma a pautarem a sua praxis na defesa dos interesses públicos e coléctivos. Onde os valores e os  principios de liberdade, de honestidade, de fraternidade e de coragem devem ser os pilares da sua acção, contrariando a má política dominada por outros interesses que não os da República.

O exercicio do poder nunca em caso algum, deve ser uma alavanca para promoção de interesses pessoais e de grupos económicos que na esfera do silêncio e do segredo instrumentalizam o Estado em seu beneficio ou dos seus pares. Consumindo recursos que deviam estar ao serviço das gerações vindouras, de forma a dar substância ao chamado contrato inter-geracional.
A acção política deve ser exercida dentro de um enquadramento de valores  humanistas e pessoalista, istom é, uma pedagogia civica de grandes valores que promovam as Nações rumo a um futuro mais progressista e desenvolvimentista. Onde os recursos e os bens sejam distribuidos de forma sustentada, valorizando quem produz e protegendo quem é mais vulnerável. Sem assistencialismos que servem somente para adormecer as fragilidades e as vulnerabilidades sociais e culturais.

O Poder deve ser um instrumento justo e exercido com equidade ao serviço de uma sociedade moderna, esclarecida e independente. A construção de um Estado Moderno, nascem das ideias liberais que contribuiram para cortar com as amarras de um antigo regime senhorial, preso aos costumes e às liberalidades abusivas de senhores e caciques locais e regionais que exploravam o povo e eram um obstáculo sério à construção de um Estado Moderno e Progressista.
A consolidação dos principios liberais na primeira Carta Constitucional Liberal em Portugal, em 1820 veio inaugurar uma nova forma de legitimação do poder e dos governantes. A partir daqui, muitos foram os progressos e os recúos. Mas com a restauração da Democracia após a Revolução de Abril, que Portugal inaugurou uma Nova República. Uma Nova República mais moderna, progressista e democrática. A Nação acordou para uma primavera que soltou as amarras de um passado velho e anti-europeu. Evidente, que entretanto muitos e foram muitos os erros e os abusos, sempre em nome de Abril e da Liberdade. Mas com o tempo fomos aprendendo a viver em democracia e em liberdade de escolha política.

 Mas... Existe sempre um «mas».

 A entrada na Europa e a adesão ao euro trouxeram uma outra europa. A europa das facilidades, do dinheiro barato, oferecido, dado para resolvermos os nossos problemas ditos estruturais.

Puro engano, este dinheiro não foi dado, nem foi emprestado, foi a forma como nos vendemos aos consumos faceis e ideondos da sociedade do consumo.

Trocamos a politica pela dadiva de dinheiro fácil e construimos maiorias governativas assentes na mentira e na demagogia.  Abrimos os partidos a pessoas ávidas de dinheiro, de benesses, de mimos. A política transformou-se numa espécie de arvore das patacas do brasileiro, gordo, feio, estupido, carregado de libras de ouro. O pato bravo da época que carregava com ele o sucesso da vida em terras do sertão brasileiro.

Fomos caminhando em direcção ao abismo, à corrupção e à instrumentalização política.

 O caciquismo, o clientelismo e a corrupção regressaram aos partidos. As máfias políticas instalam-se nos directórios partidários que desde  o local lançam as redes até à Europa. Controlando os directórios e os aparelhos partidários e económicos.

Criam-se redes silenciosas que minam a democraticidade e a isenção da acção política. Por exemplo, Maçonaria, Banca, IPPS, Clubes de Futebol, Empresas, Universidades, Construção Selvagem, etc.São alguns dos casos onde a infiltração e a nomeação se fazem não pelo mérito, mas pela filiação a um grupo de pressão escondido num qualquer avental de uma sinistra instituição.

Sem duvida, que nos partidos há militantes e são tantos que vivem à margem desta rede mafiosa. Homens e Mulheres, Jovens e velhos que lutam pelos ideias de uma Nação justa e democráticamente humanista. Que esteja ao serviço do povo e da Nação. Onde a pátria não se confunda com um simples instrumento demagógico que na tentativa de intoxicar e anestesiar o povo se esquece dos valores da Liberdade, da Igualdade e da Solidariedade.

 Espero que cada um de nós saiba dar o seu contributo para sanear esta gente mediocre e mafiosa que utiliza os partidos em beneficio pessoal e não em favor da Nação e da Pátria. Em nome das gerações futuras lutemos por um país justo e solidário.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

PSD de Baião: acção e estratégia

O País encontra-se perante grandes desafios num mundo cada vez mais globalizado e ocidentalizado. As economias, os governos, os recursos financeiros, as empresas, os cidadãos precisam urgentemente de definir uma estratégia que seja pensada no global, mas que actue no próprio local (entendo local, numa lógica de territórios de escala regional e nacional).

A situação actual é de impasse político, de recuo económico, de enfraquecimento das economias regionais e nacionais, de perda de postos de trabalho e respectivamente de perdas de direitos sociais. A sociedade civil terá obrigatóriamente de se organizar, de se estimular, na procura de novos instrumentos políticos e económicos que alavanquem as economias periféricas da europa e do mundo em geral.
Nos contextos locais, as sociedades não possuem tanta energia e massa critica como seria desejado, e desta forma os partidos políticos serão ainda mais importantes, pela forma como captam essa massa critica, e a colocam ao serviço da sua comunidade.

O PSD de Baião está a demonstrar essa vitalidade, essa responsabilidade e essa energia capaz de potenciar novas formas de fazer política em beneficio das populações.
A vitalidade de um partido resume-se à sua capacidade de organizar, planear, e implementar ideias, projectos, programas alternativos à aqueles que estando no poder, se deixaram ultrapassar, pelo lado cómodo dos poderes que usufruem e ou usufruiram durante quase seis anos de governo socialista, com uma quase ausência de oposição.

O PSD terá que ser forte e coeso, inteligente e dinâmico, frontal e leal na defesa dos interesses do concelho que representam - Baião.

O PSD terá que cortar com as relações escuras e perigosas entre partidos, camara e empresários locais. Não pode nem poderá fazer da política um elevador, uma passadeira veludo para alguns poderem usufruir dos poucos recursos locais, que devem estar ao serviço das populações, das instituições culturais, sociais, desportivas e ambientais, que sem duvida alguma são os pilares da coesão social e da qualidade de vida local.

Com a nova Comissão Política do PSD, liderada pelo Luís Sousa e integrada por um conjunto de quadros de valor, o PSD encontra-se novamente rumo ao poder, que trará sem duvida uma nova alma ao concelho de Baião.

É urgente, que o PSD retome a acção política centrada numa estratégia de valores e ideias alternativas a um PS cansado, triste e quase moribundo. O actual governo local, liderado pelo Partido Socialista de Baião dá sinais de desilusão, de resignação perante os problemas que não resolveu e por tantos outros que criou pela sua incapacidade política.

O PS de Baiao nao soube liderar o concelho numa estratégia aberta e inteligente de vontades alternativas, mas criou uma maioria resignada de falsas vontades, sem ideias e sem projectos. Um punhado de gentes que organizaram umas quantas festas e feiras, mas que não souberam implementar medidas estruturantes e sustentáveis de desenvolvimento integrado. Dispersaram recursos, fragmentaram vontades, ignoraram criticas e boas ideias, congregaram medíocres e incompetentes. Que à sombra do poder resolveram as suas vidinhas e arruinaram o concelho.

É neste cenário que a actual Comissão Política vai assumir responsabilidades de liderança local. 

Compete-lhe organizar, programar, projectar o concelho de Baião num contexto de grave crise financeira, e sem nos esquecermos que estamos ainda mais atrasados e ignorados pelas centralidades. A realidade não é uma espécie de jogos de espelhos, que se possa manipular e embrulhar ao sabor de uma qualquer máquina de boa imagem e propaganda. Os tempos estão duros e difíceis para o povo português. 

Em Baião a situação é também complexa, e, muito difícil para todos, e em particular para os comerciantes, agricultores, produtores e engarrafadores de vinhos, trabalhadores da construção civil, pequenas e médias empresas da construção civil. Sem nos esquecermos das grandes dificuldades por que estão a passar os nossos jovens, que encontram as portas fechadas quando procuram o seu primeiro emprego.

O PSD de Baião.A nova Comissão Política do PSD de Baião, liderada pelo Drº Luis Sousa mais a sua equipa, tem a responsabilidade e o dever cívico e o desígnio local,de empreender as reformas e as medidas necessárias, em sintonia com o actual governo da nossa Republica, liderado pelo Drº Pedro Passos Coelho, para colocar Baião no trilho do Desenvolvimento Económico e Social.