As outras candidaturas parecem despertar pouco interesse e pouca mobilização social. Claro que as máquinas lá vão juntando os seus peões em comícios organizados e pagos pelas estruturas partidárias, deslocando os apoiantes profissionais de comício em comício Enchendo salas, pavilhões, auditórios, simulando entusiasmos, participação e envolvimentos por causas.
Estamos num reino da pura fantasia, do fazer de conta, nada é real e verdadeiro, a emoção e a participação são uma espécie de artimanha para iludir eleitores inseguros e pouco entusiasmados. As imagens com cenários apinhados de multidões podem fazer a diferença na hora de decidir em quem votar.Os aparelhos partidários trabalham na programação, na fantasia, dão os últimos retoques, nos mesmos figurinos. Retocando os mesmos rostos, as mesmas caras, as mesmas figuras. Aparecem estas figuras com ar sinistro, de fatos escuros às riscas, com gravatas de um colorido pimba e um fundo forte e popular.
As siglas desapareceram de algumas candidaturas, demonstrando que as ideologias não são importantes nem as cores partidárias. Mas puro engano. As ideologias, os partidos, as cores partidárias estão lá, ocupam e contaminam toda a máquina, que decide os nomes para as listas, os candidatos, os programas e os interesses. Ninguém acredita nesta forma de fazer política. Estamos na presença da demagogia, da ilusão, do malabarismo político, do reino das sombras e das marionetas.
Até chegar a este ponto gastronómico. O prato político foi elaborado e programado bem no interior do ADN dos partidos políticos. As ementas foram definidas em silêncio, no meio dos aparelhos, dos grupos de influência. Com avental ou sem avental. Os cozinheiros mestres lá foram escolhendo os ingredientes, com mais ou menos sal, ou com mais ou menos pimenta. Alguns são figuras de topo, usam avental e sentam-se na grande mesa, outros são pequenos aprendizes, e servem os mestres de forma disciplinada. Outros há, que são menores em tudo, na postura pública que lhes é negada e inexistente. Outros aparecem e desaparecem de forma tão rápida que ninguém deu por eles.
Enfim, existem ingredientes de toda a natureza, e de toda a qualidade, uns são mais produto biológico outros são mais produto tóxico.Os cenários estão quase prontos, requintados e definidos. O povo com certeza vai participar na festa, sem grande entusiasmo é verdade. Mas por força do hábito lá vai colocar a cruz em algum dos cenários de papel.
A ementa é sempre a mesma. Os ingredientes são sempre os mesmos. Os sabores continuam a ser os mesmos. As cores são sempre as mesmas. A possibilidade de intoxicação é elevada. A ementa precisa de ser reinventada, desde a mesa aos comensais.Transformando os gastrónomos em políticos de Letra Grande ao serviço da Republica. Uma mudança de regime alimentar que faça rupturas, mudanças profundas, nos gostos e nos sabores da nossa Republica.
Nas candidaturas à cidade do Porto o cenário é o mesmo e provavelmente não se vai alterar muito. Temos um presidente de Câmara que termina funções autárquicas com o sentido do dever cumprido e com a angustia de ver o Porto, a sua cidade no limite de ser entregue ao seu maior adversário politico - Luís Filipe Menezes. De um lado o aparelho político do PSD da direcção distrital e da concelhia do Porto a apoiar e a programar a candidatura do Senhor de Gaia, do outro lado, a máquina do Dr. Rui Rio a lutar contra esta candidatura que consideram sinistra para a cidade e para o Distrito.
No fundo, estamos perante a possibilidade de dar continuidade a um mandato autárquico que valorizou a independência dos aparelhos partidários e dos lobbies da cidade, centrado durante doze anos na pessoa de Rui Rio; ou entregar o poder da cidade e do distrito a Luis Filipe Menezes, maestro de toda a máquina partidária e representante dos caciquismos e boys da distrital e concelhia do PSD. Sem esquecer claro a importante personagem desta mecânica que é o Dr Marco António Costa.
Nestas Eleições jogam-se no Porto o futuro da Renovação da Social Democracia e do PSD. Só a vitória de Rui Moreira garante ao Porto e no Porto essa possibilidade de abertura política em prol de uma renovação de quadros e de atores políticos.
Não é só o Futuro da nossa Cidade, o Porto que se encontra em disputa.É todo um complexo mundo de transformações e de possibilidades políticas que se confrontam neste território politico que é o Porto. Com a vitória de Rui Moreira é do Porto que se levantam as velas da Renovação Política e se aprofundam as novas tendências da Futura Social Democracia que se encontra manietada por um liberalismo tosco na forma e anacrónico na acção.
Nas candidaturas à cidade do Porto o cenário é o mesmo e provavelmente não se vai alterar muito. Temos um presidente de Câmara que termina funções autárquicas com o sentido do dever cumprido e com a angustia de ver o Porto, a sua cidade no limite de ser entregue ao seu maior adversário politico - Luís Filipe Menezes. De um lado o aparelho político do PSD da direcção distrital e da concelhia do Porto a apoiar e a programar a candidatura do Senhor de Gaia, do outro lado, a máquina do Dr. Rui Rio a lutar contra esta candidatura que consideram sinistra para a cidade e para o Distrito.
No fundo, estamos perante a possibilidade de dar continuidade a um mandato autárquico que valorizou a independência dos aparelhos partidários e dos lobbies da cidade, centrado durante doze anos na pessoa de Rui Rio; ou entregar o poder da cidade e do distrito a Luis Filipe Menezes, maestro de toda a máquina partidária e representante dos caciquismos e boys da distrital e concelhia do PSD. Sem esquecer claro a importante personagem desta mecânica que é o Dr Marco António Costa.
Nestas Eleições jogam-se no Porto o futuro da Renovação da Social Democracia e do PSD. Só a vitória de Rui Moreira garante ao Porto e no Porto essa possibilidade de abertura política em prol de uma renovação de quadros e de atores políticos.
Não é só o Futuro da nossa Cidade, o Porto que se encontra em disputa.É todo um complexo mundo de transformações e de possibilidades políticas que se confrontam neste território politico que é o Porto. Com a vitória de Rui Moreira é do Porto que se levantam as velas da Renovação Política e se aprofundam as novas tendências da Futura Social Democracia que se encontra manietada por um liberalismo tosco na forma e anacrónico na acção.